polaridades/ centralidades, mobilidade sustentável

oficina temática, 17/julho, FAUFBA, 9:00

A oficina temática Polaridades/Centralidades e Mobilidade Sustentável que foi realizada na manhã do dia 17 de julho na Faculdade de Arquitetura da UFBA integra o projeto Salvador 500: visões de futuro. Participaram do painel que deu inicio à discussão os pesquisadores do Núcleo Salvador do Observatório das Metrópoles, Gilberto Corso, Graça Gondim e Juan Delgado.

Os participantes da oficina foram pesquisadores e profissionais da área, técnicos da Prefeitura Municipal de Salvador, representantes de movimentos sociais, conselheiros do Conselho Municipal da Cidade e convidados, num total de mais de 50 participantes.

As apresentações do painel trataram da evolução territorial de Salvador, a definição de centralidades no planejamento municipal, o cenário tendencial que se desenha num futuro próximo que tem como elementos a perspectiva do aumento da frota veicular, uma fraca coordenação do poder público do uso e ocupação do solo metropolitano, um contexto político institucional em que prevalece um “urbanismo de projetos” setoriais e desarticulados e um processo de expansão coordenado pelo mercado que resulta na dispersão urbana nas franjas da metrópole e em uma verticalização com pouco controle nas áreas mais centrais.

O debate que se seguiu teve intervenções de representantes dos movimentos sociais que abordaram temas como a ponte Salvador – Itaparica; o trem do subúrbio e a demanda pela continuidade do serviço; a falta de integração de áreas populares com a rede de transporte; segregação espacial. Outras intervenções abordaram como temas a serem estudados a “uberização” do transporte; (falta de) governança institucional; possibilidade de transporte hidroviário; grande volume de recursos destinados à obras viárias voltadas para o transporte individual motorizado em contraste com o volume para transporte coletivo e infraestrutura que favoreça a mobilidade ativa, dentre outros tópicos.

Como o debate aconteceu após uma interrupção de energia no bairro da Federação que impediu a realização de todas as apresentações previstas no painel cogitou-se a possibilidade de continuidade da oficina em nova rodada de apresentações e discussões.

Em 30 de julho, no auditório do Instituto de Geociências da UFBA ocorreu uma segunda rodada de apresentações e discussões. As apresentações discutiram os grandes projetos em execução, licitados ou planejados e seus impactos na estruturação do espaço urbano de Salvador. O debate que se seguiu discutiu as possibilidades do PDDU, a pouca flexibilidade para reversão da situação atual, a necessidade de um novo modelo de mobilidade e de um modelo de financiamento do transporte, questionou-se o uso do termo de vias e sistema viário pela equipe como sinônimo de pista de rolamento, discutiu-se a possibilidade do modal naútico ser considerado em especial para deslocamentos na Baia de Todos os Santos. Tania Scofield mencionou a contratação de estudos sobre pobreza e desigualdade e sobre a economia informal em Salvador, a constituição do GAPLAN – Grupo de Acompanhamento do Plano no Conselho Municipal da Cidade e questionou quais os limites metropolitanos que o Plano Salvador 500 deveria considerar. Na continuidade do debate foi questionado a definição dos conceitos que devem definir a qualidade final do plano e quais os desafios principais que o plano deve enfrentar no curto, médio e longo prazo. Foi lembrado a necessidade de identificar os passivos do passado e presente que se acumulam e que devem ser agrupados por temáticas.

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