infraestrutura e saneamento ambiental

19 de setembro, Faculdade de Arquitetura, auditório Mastaba, 9:00

A oficina temática infraestrutura e saneamento ambiental aconteceu no dia 19 de setembro no auditório Mastaba da Faculdade de Arquitetura da UFBA. Após a abertura feita pela presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tania Scofield, o superintendente de produção de água e esgotamento sanitário da EMBASA, Julio Mota fez uma apresentação sobre a situação atual do abastecimento de água na cidade, das dificuldades de manutenção da rede e sobre o sistema de esgotamento sanitário, redes, manutenção e destino dos efluentes. Apresentou dados sobre a evolução do número de ligações de esgoto de 297 mil para 549 mil na última decada e ressaltou a necessidade de medidas para monitorar a qualidade da água, revitalizar os fundos de vale, eliminar o lançamento de esgotos em redes pluviais, desenvolver projetos que evitem a canalização ou cobertura de rios urbanos, diminuir as áreas impermeabilizadas, preservar as nascentes, dentre outras.

Na sequencia uma apresentação do prof. Osvaldo Soliano tratou das energias renováveis e as possibilidades para Salvador, das emissões de carbono, das metas do acordo de Paris e dos ODS – Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável. Soliano comentou os resultados da recente semana do Clima realizada em Salvador recentemente nos temas de Energia e Transporte a as ações de curto e médio prazo que podem ser adotadas para o futuro. Foi ressaltado quem Salvador 74% das emissões de GEE vem do setor de transporte e 8% dos resíduos, havendo espaço para redução significativa a partir de politicas públicas que atuem nestes setores. Salvador já tem algumas politicas como o IPTU verde e a Outorga Verde que vão no sentido da sustentabilidade urbana.

A terceira apresentação tratou da gestão dos resíduos sólidos urbanos, seu cenário atual e suas perspectivas e foi feita pela arquiteta Marcia Trocoli, que traçou um cenário dos resíduos sólidos urbanos na Bahia e no município de Salvador, analisou a legislação que trata da temática e trouxe considerações e perspectivas ressaltando a necessidade de integração de ações entre União, Estado e Município e de se evitar conflitos de interesse entre os interesses privados, a iniciativa pública e a sociedade.

O debate foi aberto pelo prof. Asher Kiperstock que apresentou uma serie de questões às apresentações anteriores, com destaque para a necessidade da empresa de águas e saneamento  buscar maior adequação a uma realidade urbana onde predominam assentamentos precários e questionou a falta de dados sobre a perda de água, que segundo algumas estimativas poderia chegar à 50%. Foi ainda discutido por Asher dados apresentados sobre energia e clima que foram considerados otimistas já que a expectativa de aquecimento baseada no acordo de Paris deve ser ultrapassada num cenário realista de longo prazo. Foi discutido ainda as politicas de resíduos sólidos consideradas pouco sustentáveis. 

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